sábado, 8 de dezembro de 2007

Movimento GLBT e ExNEL

EXECUTIVA NACIONAL D@S ESTUDANTES DE LETRAS - EXNEL
SECRETARIA NACIONAL DE COMBATE ÀS OPRESSÕES - SNCO

Movimento GLBT e ExNEL

Iniciarei este breve histórico dando uma passagem pela América
(entenda que chamo de América o continente americano como um todo).
Na década de 50, alguns grupos GLBT dos EUA, impulsionados por ex-
militantes e militantes do Partido Comunista (PC), começaram a se
organizar n o combate a perseguição política e moral. Estes grupos
foram de grande importância para preparar o grande asceno dos anos
60, com a explosão do movimento contra a guerra do Vietnã e dos
protestos contra a discriminação racista, sexista e homofóbica. Para
o movimento homossexual, o estopim foi a rebelião de Stonewall, um
bar em Nova York freqüentado por Gays, Lésbicas e Travestis, que
sofria freqüentes batidas policiais marcadas por fortes repressão.
Foi neste local que, no dia 28 de junho de 1969 (transformado, desde
então, em Dia do Orgulho GLBT), irrompeu uma batalha corporal que
durou quatro dias e marcou a virada do movimento para a resistência
aberta à opressão. No mesmo ano, surgiu, na
> Argentina, o grupo "Nuestro Mundo", composto por ex-militantes PC,
que haviam sido expulsos exatamente por serem gays. Uma parte de seus
membros era formada por dirigentes sindicais e suas atividades eram
voltadas para a classe trabalhadora. Posteriormente ao "Nuestro
Mundo", surgi a "Frente de Liberação Homossexual da Argentina", que
vinculava a luta pela libertação nacional do jugo do imperialismo à
libertação do corpo das relações mercantilistas impostas pelo capital.
> Já no Brasil, alguns intelectuais gays do Rio de Janeiro e de São
Paulo fundam em abril de 1978 o primeiro e até hoje o principal
jornal homossexual brasileiro, O Lampião, o qual serve de veículo e
reforço para a fundação em São Paulo, no ano seguinte – fevereiro de
1979 – do primeiro grupo brasileiro de militância gay - o Somos, que
adotou o mesmo nome da pioneira revista homossexual publicada na
América do Sul pela Frente de Libertação Homossexual da Argentina. Os
intelectuais que formaram esse grupo foram: Adão Costa, Agnaldo
Silva, Darci Ribeiro, Glauco Mattoso, João Silvério Trevisan, Luiz
Motti e outros.
> O período em que o movimento GLBT surge no Brasil coincide com a
abertura política, os anos de repressão parecem ficar cada vez mais
distantes, há uma esperança e, assim como outros grupos, esperam uma
sociedade mais justa e igualitária[1] .
> O Movimento GLBT ganha mais uma aliada no combate à opressão da
sexualidade com a criação da pasta de Combate às Opressões na
Executiva Nacional d@s Estudantes de Letras. Essa é uma tarefa árdua,
sabemos das dificuldades que teremos que enfrentar, do longo caminho
a percorrer e dos obstáculos imposto pela heteronormatividade . E
essa luta tem que ser construída por tod@s estudantes de letras do
Brasil. A universidade precisa fomentar o debate de sexualidade e
suas identidades, principalmente nos cursos de licenciaturas. Por
isso chamo a tod@s estudantes a participarem dos espaços de
discussões que serão construídos na ExNEL, seja ele no CONEL, COREL,
EREL ou ENEL.



Ednaldo Minervino
Secretário Nacional de Combate às Opressões
Pela aprovação do PLC 122/06

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[1] Trecho baseado no texto de Anderson Ferrari que foi
publicado na Revista Brasileira em Educação.

2 comentários

Vinícius "Elfo" Rennó disse...

Como posso dizer?

Eu não sou gay nem homofóbico. Mas tenho vári@s amig@s gays. Assim como também tenho vári@s amig@s homofóbic@s...
Quer saber? Foda-se!

Apoio a causa. =]

Hilda disse...

Curso Serviço Social e estou no 4º periodo. Preciso apresentar um seminário e este conteudo foi de grande valia. Parabéns e obrigada.
Hilda - Rio de Janeiro

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